Volta ao mundo de táxi!

•18 maio 2012 • Deixe um comentário

Três amigos universitários retornaram para casa em Londres, no Reino Unido, após 15 meses mergulhados em uma longa jornada pelo mundo dentro de um táxi, carinhosamente apelidado de “Hannah”. Paul Archer, Johno Ellison e Leigh Purnell iniciaram a jornada em 2011 e percorreram quatro continentes e 50 países.  No total, a viagem custou aproximadamente R$ 251 mil, desde a saída até o retorno.

A viagem entrou para o Guiness, livro dos recordes como a mais longa corrida de táxi da história!

Clique aqui e veja essa matéria completa!

Vietnam? Ainda não!

•10 maio 2012 • Deixe um comentário

De volta a Manila, embarquei em um voo para Cingapura. O plano era passar a noite no aeroporto e reembarcar de manhã, no primeiro voo da Tiger Aiways, direto a Hanoi, porta de entrada para a próxima maravilha, a grande baía Halong, no Vietnam.

Pois é, nem sempre o plano sai como o planejado, não é? E foi o que aconteceu. Às seis horas da manhã eu me apresentei no check in da Cia. Aérea. O agente que verificou meu nome, pediu meu passaporte e após uma olhada no documento, perguntou: cadê o visto? E eu: que visto? Vou tirar na chegada.

A conversa seguiu e ele insistia em dizer que eu precisava de pelo menos uma “carta convite”, que é um documento para retirar o visto na chegada. Eu, por outro lado, expliquei que havia contatado a embaixada do Vietnam no Brasil (sim, fica em Brasília e eu liguei lá antes de sair do Brasil) e haviam me dito que eu poderia tirar o “Visa on Arrival”, ou seja, carimbar o passaporte na chegada. Não adiantou!

Para ajudar, era um domingo e tudo estava fechado. Me vi em uma situação bem difícil. No primeiro momento, fiquei com uma baita raiva da pessoa com que conversei no Brasil. Como uma informação tão simples pode causar um transtorno tão grande e um bom prejuízo! Lembro ter consultado sites de todas as embaixadas e, as que ainda tinha dúvida sobre a documentação, eu liguei para confirmar. No caso da Indonésia, brasileiros agora podem tirar o visto na chegada. Assim como me informaram sobre o Vietnam. Concluí que ambos países haviam mudado os procedimentos nos últimos anos!

Bom, a situação era essa e eu parti para tentar resolver. No balcão de informações consegui um pouco de auxílio e acessei um site para solicitar a tal da carta convite, mas o documento demoraria no mínimo quatro horas úteis para se processado, ou seja, contando que o pessoal de lá começaria a trabalhar às nove da manhã, meu documento estaria pronto depois do almoço. O voo direto para Hanói já tinha pro beleléu, pois o próximo só seria na terça-feira. Existia apenas um voo na segunda e era para Ho Chi Minh, no sul do país. Mesmo se a carta saísse, ia ser bem apertado, já que ele sairia às quatro da tarde… enfim, era o que me restava!

Quando o desespero diante da situação começou a querer bater (não demorou muito, vendo que a hora da saída do voo chegava), surgiram os dois anjos da guarda do aeroporto de Cingapura. Haresh e Chantelle, que trabalham para a Infraero deles, vendo a minha situação, se aproximaram e ofereceram ajuda. De aí em diante, tentaram de tudo, fizeram contatos e o mais importante, deram atenção ao viajante que ali estava.

Tudo bem, acabei perdendo o voo, mas depois de tudo, pensando com calma, o mais importante foi o auxílio que deram, como faziam e fazem diariamente no terminal 4 do grande aeroporto de Cingapura. Além de mim, muitos passageiros passam pelas mais diversas situações naquele local. Para ter uma ideia, neste mesmo dia, enquanto eu estava lá, os vi auxiliando um deficiente auditivo que uma Cia. Aérea se recusava a embarcar, ajudaram um rapaz alemão que chegou ao aeroporto para antecipar seu voo de retorno para a Alemanha, já que havia sofrido um acidente de motocicleta no dia anterior e se prontificaram a resolver outros vários pequenos casos de turistas passaram pelo saguão.

Depois de tudo que era possível ser feito estar concluído, já estávamos amigos e o final da tarde foi em um bar da cidade, juntamente com Henrique (lembram do meu amigo/guia do post de Cingapura?), que me hospedou por mais essa noite.

No dia seguinte, após eu ir inutilmente ao consulado do Vietnam e me oferecerem um visto por trezentos dólares, tive minha carta convite liberada às onze da manhã e pude comprar meu bilhete para embarcar, A correria foi grande, embarcando para Ho Chi Minh e de lá, quase que instantaneamente, para Hanoi. No dia seguinte, segui para Halong Bay.

Com esse episódio, aprendi a ter mais cautela com a documentação necessária para viajar e fiz novos amigos, que já estão convidados a me visitar no Brasil!

No próximo post, te conto sobre a entrada no Vietnam!

A Maravilha subterrânea!

•25 abril 2012 • Deixe um comentário

Viajando pela AirPhilexpress, cheguei na ilha de Palawan, na cidade de Puerto Princesa.

O hotel (ou seria uma pousada?) em que me acomodei não era longe e, logo após deixar minhas coisas, saí para a primeira olhada na região.

Para chegar ao rio subterrâneo de Puerto Princesa, eu deveria percorrer aproximadamente oitenta quilômetros ao norte da cidade de mesmo nome até alcançar o vilarejo de Sabang. De lá, pegar um barco até a praia onde a maravilha da vez desaguava. Tudo isso, se eu conseguisse a permissão de visita, pois, de acordo com o pessoal da recepção do hotel, as pessoas só estavam conseguindo esse documento para dali a seis dias. Fiquei realmente preocupado e parecia não acreditar que, após passar por todo o problema com a bagagem em Manila, eu teria mais esse obstáculo. Rapidamente desisti de me juntar a um dos grupos para tentar a permissão de visita ao parque e parti para o plano solo.

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Na cidade, encontrei um escritório de informação turística. Mar, funcionário que ali estava, foi muito atencioso. Expliquei todo meu problema, disse que estava sozinho e que também estava lá para fazer uma reportagem sobre o rio. A resposta e as informações foram precisas e diretas. Eu deveria ir até o escritório que cuidava das permissões de visita ao rio e conversar com Brian para explicar minha situação e pegar minha autorização. Para ir ao rio no dia seguinte, Mar me informou que eu poderia optar por pegar um ônibus local ou ir por conta, com um carro alugado, carona ou moto. Fiquei com a última opção!

Permissão na mão e moto alugada, tracei o itinerário do dia seguinte e comi um belo lanche na cidade. Passeei mais um pouco e voltei ao hotel, empolgado com as expectativas do dia seguinte, porém bem cansado. Fui dormir cedo para conseguir acordar bem no dia seguinte.

O dia parecia perfeito, ensolarado e bonito. Após um café modesto, saí, não tão cedo como deveria, com minha motoca, rumo a Sabang. Fiz algumas paradas para fotos, filmagens e também para alguns goles de água para me refrescar, afinal o calor era intenso. Após aproximadamente duas horas, cheguei ao porto de Sabang, onde estacionei minha moto e, quando pegava as informações sobre o barco, um guia, que liderava um grupo de turistas, se aproximou perguntando se eu gostaria de dividir um barco com eles. Sim, claro, afinal ficou bem mais barato para mim. E lá fomos nós, balançando muito, naquela embarcação interessante, que contava com apoios laterais de madeira justamente por conta da força do mar na região.

Desembarcamos com água pela canela na praia de Sabang e só aquele visual já valia todo o esforço. Areia branquinha, muita vegetação, rochedos e um mar azul como poucos que já vi. Uma pequena caminhada de aproximadamente um quilômetro por uma trilha cheia de macaquinhos e finalmente alcançamos o Rio Puerto Princesa. Uma curta península se formava onde o mar se juntava com o rio, que, caverna adentro, sumia na escuridão. São aproximadamente oito quilômetros de rio dentro da montanha e, após me equipar devidamente com capacete e colete, embarquei com um grupo para curtir a navegação.

Com um holofote ligado a uma bateria de carro, eu ia ao lado de um garotinho, direcionando a luz no interior da caverna, enquanto o barqueiro, sentado à popa, me instruía para onde apontar, mostrando os paredões e explicando sobre as formações.

Quarenta minutos depois, voltamos à praia e eu estava satisfeito. Parecia que esse, sim, era o primeiro dia de viagem nas Filipinas e ainda pude aproveitar um pouco o local.

A viagem de volta foi gostosa e divertida, com muita interação com as pessoas na estrada. Dentre as paradas, a mais divertida foi uma para reabastecer o tanque da moto em uma vendinha que comercializava combustível em garrafas pet. Brinquei bastante com as crianças que ali estavam e coloquei uma das câmeras na cabeça de um dos meninos. Risadaria total! Sorrisos sinceros de pessoas pra lá de simples!

Das Filipinas, segui para o Vietnam, mas antes tive uma parada inesperada por Cingapura, porém isso é assunto para o próximo  post!

Até lá!

Manila, da turbulência à Maravilha!

•12 abril 2012 • 2 Comentários

Manila, de cara, não me pareceu uma cidade feia. Os contrastes são evidentes e o centro é barulhento, mas achei interessante.

Lembrei do Brasil, com muita gente pobre nas calçadas, crianças pedindo dinheiro e um comércio de rua muito forte. As pessoas com quem conversei foram simpáticas, a comida era boa e eu já nem lembrava muito do meu problema com a mochila.

Durante uma caminhada despretensiosa, um senhor simpático, Sr. Landom, com sua charrete puxada por Rambo, um velho e fraco cavalo, me ofereceu um passeio pela região, passando por Intramuros, que é, na verdade, a cidade antiga, onde está toda a parte histórica da cidade. Combinamos o preço, que seria 30 pesos e seguimos, com ele me explicando tudo. Em determinado momento, ele começou a falar, em tom de brincadeira, que aquela charrete era apenas para turistas, que o cavalo bebia duas cervejas por dia, que ele tinha nove filhos e que estava muito feliz porque eu entendia bem o que ele me dizia. Quando ele repetiu aquilo pela quarta vez, comecei a desconfiar, mas segui o passeio. A surpresa veio no desembarque, quando ele quis cobrar 30 dólares em vez de 30 pesos e ainda achou ruim quando eu disse que aquilo não havia sido combinado. Nesse momento eu olhei para os lados para procurar a câmera escondida. Não era possível que tanta coisa estivesse acontecendo no mesmo dia… a mochila, o taxista e agora esse cara. Paguei o tio, exigi o troco e voltei para o hostel, para esfriar a cabeça e descansar um pouco…

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Os dias seguintes se passaram sem notícias da minha mochila. O máximo que me diziam, quando eu ligava, era que ainda não tinham encontrado, mas que continuavam buscando. A VISA, que havia prometido ajudar e fazer contatos diários, nem sinal de vida deu e eu também não fui atrás, pois já sabia que não adiantaria muita coisa. Aproveitei para tentar consertar minha câmera que havia quebrado, comprei umas cuecas (o auto-reverse já não fazia mais efeito), uma camiseta e realmente não tinha vontade de fazer muita coisa. O tempo estava passando e eu estava na dúvida se ia embora para Palawan, onde visitaria a próxima maravilha natural, ou se ia pessoalmente ao aeroporto, dormir por lá e fazer um barraco para acharem minha mochila ou me darem uma resposta final e uma compensação pelo prejuízo. Depois de pensar bastante (bastante mesmo!), já no quarto dia dessa novela, acordei com a pá virada, como alguns dizem, e optei pela segunda opção. Peguei minhas coisas e voltei ao aeroporto para encontrar meus amigos da Aviacor!

Fui preparado para fazer barraco mesmo e cheguei avisando que a partir daquele dia eu dormiria no sofá da empresa. Os funcionários vieram com o mesmo blá blá blá de antes, que tinham mandado email pra sei lá quem, que tinham telefonado para os aeroportos e que eu deveria esperar mais. Avisei que esperaria, usando o banheiro deles e dormindo por lá.

Dessa vez acho que me levaram mais a sério, pois a cada quinze minutos, vinha um novo funcionário, com cargo cada vez melhor, falar comigo. Ivone, a recepcionista, que a essa altura já era minha amiga, havia me servido sanduíche, pizza, café, etc e assistia a tudo de camarote, enquanto eu repetia a mesma história novamente para cada um que me abordava naquela saleta.

Quando já estava bem cansado e impaciente, uma gerente veio falar comigo e, em tom quase que ameaçador, disse que eu não poderia ficar lá. Eu a avisei que ficaria, pois não tinha para onde ir, afinal a cia. aérea não havia me dado sequer um centavo para eu comprar qualquer coisa ou poder me virar durante aqueles dias. Foi então que ela, achando que resolveria o problema (ou não) me trouxe um documento que dizia que eu tinha direito a vinte dólares de Cingapura (isso mesmo, escrito por extenso para não terem dúvida – aproximadamente R$ 31) como compensação pelo ocorrido. Além do valor ridículo, o detalhe: o dinheiro deveria ser retirado no escritório da Jetstar, em Cingapura e não ali em Manila.

Incrédulo, eu repeti o que ela havia me dito e perguntei se ela estava brincando.  E a resposta foi: “Não, senhor, é isso mesmo”.

Nesse momento eu saí do escritório, fui ao mezanino do aeroporto e discursei em alto e bom som, para todos os passageiros do saguão, por alguns minutos, dizendo o que estava acontecendo e o que eu achava daquela cia. aérea.

Um pouco mais relaxado, voltei e me sentei no sofá. Em três minutos a polícia chegou, em 30 minutos acharam minha mochila e naquela noite mesmo eu embarquei para Palawan, rumo ao rio subterrâneo de Puerto Princesa, para apagar os quatro primeiros dias da minha estada nas Filipinas e começar a mudar minha impressão sobre o país!

Indonésia / Filipinas = problemas

•2 abril 2012 • 2 Comentários

No café da manhã o pessoal do barco veio conversar comigo. O tempo fechado e o vento muito forte atrasariam (ou até cancelariam) a nossa saída. Por um lado eu fiquei feliz, pois não queria ir embora daquele lugar maravilhoso, mas por outro, pensando nos quatro voos que eu tinha pela frente e no trabalho que me daria perder tudo isso, eu fiquei bem preocupado.

O tempo mudou rapidamente e, após me despedir do pessoal que continuaria na ilha, segui pelo frágil pier de madeira até o barco. Florian, o amigo alemão me acompanhou e aproveitou para me convidar para passar um Oktoberfest em Munique. Pois é, como sempre faço, informei-o sobre o lema do mochileiro aqui: “Convite feito, convite aceito!”.

O tempo havia melhorado, mas longe de termos um mar espelhado. Muito pelo contrário, algumas das marolinhas que vinham em direção à embarcação ultrapassavam a altura do próprio barco e o balanço  era bem forte. Eu, que na saída da ilha estava tranquilão, em pose de viajante com vento no rosto, nessa hora sentava quase no chão, agarrado às minhas mochilas e ao barco. Na minha frente uma moça se dividia entre o banco e o saquinho de supermercado, que ia se enchendo a cada onda.

Chegamos a Labuan Bajo e peguei uma moto-táxi ao aeroporto. Com tempo sobrando para o embarque, eu só me preocupava com o voo seguinte, afinal a conexão seria de apenas 50 minutos. Prevenido, eu havia feito o check in antecipado e pedido para sentar na primeira poltrona. Caso desse alguma zebra, apenas teria que me virar para embarcar com o mochilão no voo seguinte. Dito e feito: o voo atrasou quase 25 minutos para decolar e eu cheguei com pouquíssimo tempo em Denpasar. Daí foi correria total. Desembarquei no terminal doméstico e comecei a correr em direção ao internacional. Pois é, Bali cresceu (lembram do post sobre isso?) e o aeroporto também! Fila para o terminal, raio-x para entrar, pagamento de taxa de embarque e eu cheguei no outro raio-x (o de embarque) com todas as mochilas, mostrando meu bilhete. Os funcionários da Air Asia imediatamente se comunicaram com a aeronave por rádio e me deixaram passar, barrando apenas meu canivete suíço, que deve estar curtindo as praias da Indonésia ate hoje. Com ajuda de outro funcionário do aeroporto, consegui descer uma imensa escadaria, e correr até a porta do avião. Todos os passageiros aguardavam a decolagem, devidamente sentados e só o mochileiro, suado, com cara de quem não entendeu nada, fazia barulho. Meu mochilão foi parar num calabouço dos comissários e eu finalmente sentei, respirando fundo, feliz por ter conseguido. Em não mais do que quinze segundos após eu afivelar meu cinto, as portas se fecharam e o avião iniciou os procedimentos de decolagem.

Já em Jacarta, com uma conexão de várias horas para o próximo voo encontrei com Hanna e com Shinta (lembram do outro post?) para um pequeno tour pela capital do país. Não deu tempo pra ver muita coisa, pois o trânsito lá é pior que o de São Paulo, mas pelo menos provei o café mais famoso (e caro) do mundo, o Kopi Luwak, que é feito após um processo complexo onde o Civeta, um pequeno roedor local, come, digere e defeca os grãos antes de serem usados para fazer essa exótica bebida.

À noite embarquei pela Jetstar com destino a Manila com conexão em Cingapura e daí começaram os piores dias da viagem.

Cheguei à capital das Filipinas às 5h50 da manhã e, após ver todos os passageiros retirarem suas malas da esteira, percebi que a minha não tinha vindo. Pois é, eu sempre disse que era muito sortudo disso nunca ter acontecido comigo, mas havia chegado a minha vez.

Um funcionário do aeroporto chegou do meu lado, perguntou qual era o meu voo (apesar dele já saber!) e, já com um papel na mão, disse “é, acho que sua mala não veio. Vamos preencher esse documento e esperar para localizar sua bagagem”. Hem??? Como assim?

Resumindo, a Jetstar não tinha escritório no local e eu fui levado para o segundo andar do aeroporto, para a Aircom, que era a empresa responsável pelos passageiros da Jetstar ali. Eu avisei que esperaria naquele local, até acharem minha mochila, pois precisava dela. O pessoal me convenceu que não adiantaria eu ficar esperando no aeroporto, pois poderiam levar até 48 horas para encontrar minha bagagem, porém eu poderia ficar tranquilo, pois eles me manteriam informado e entrariam em contato assim que encontrassem a mochila. Que ilusão!

Segui para o hostel de táxi e, após desembarcar e bater boca com o motorista, que tentou me roubar, me instalei e abri um chamado na VISA, que era a minha seguradora, através do cartão de crédito. O atendimento inicial foi ótimo e me disseram que me ajudariam em tudo, inclusive me informando diariamente sobre o andamento do caso. Que ilusão (de novo)!

Iludido, tomei um banho, vesti a mesma roupa (claro, não tinha outra) e saí para um passeio para tentar esquecer o problema, mas isso vou contar no próximo post, pois esse já está muito grande! Até lá!

Partidas Totosas!

•27 março 2012 • 1 Comentário

Hoje abro espaço nos posts sobre a minha última volta ao mundo para falar de um viajante diferente!

O personagem do “Nossa Viagem” é Renato Rocha, ou Rochinha para a maioria. Além de um amigo que compartilhou comigo muitas viagens e em especial a nossa expedição pelo litoral brasileiro, em 2001, de carro, por mais de 11 mil quilômetros, ele é um cara apaixonado por futebol. E é por isso que ele viaja!

Sim, ele viaja para assistir partidas de futebol, apelidadas por ele mesmo de Partidas Totosas. O detalhe é que ele vai aos estádios e aos jogos mais esquecidos (para não dizer estranhos) do futebol brasileiro e não somente para ver a partida, mas tudo que envolve o evento, desde a comida vendida lá, os personagens, os torcedores e a cidade onde a peleja se realiza.

Na última semana, bem no dia em que Ricardo Teixeira pediu demissão da CBF e Adriano foi demitido do Corínthians, ele teve uma matéria de quase 8 minutos no Globo Esporte. Pois é, gostaram tanto dele e da história, que hoje ele será entrevistado no Programa do Jô!

O convite está feito, acompanhem hoje na TV Globo e conheçam mais desse interessante cara, que tem muitas histórias para contar! Ah, o site dele já está no ar! Acessem Partidas Totosas!

Meu encontro com os Dragões!

•16 março 2012 • 4 Comentários

O cais de Labuan Bajo estava deserto. A baixa temporada afasta os turistas e a ameaça das chuvas (sim, era época das monções na região) assusta muitos visitantes, mas a realidade é que as chuvas ocorrem, porém o sol sempre está por lá, assim como os dragões, que eram o meu principal interesse no local.

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Eu negociava um barco só para mim, quando um casal de estrangeiros se aproximou. Eric e Michele, viajantes de carteirinha, que conhecem o mundo de cabo a rabo e viajaram durante os últimos oito anos em um camper (um pequeno trailer) feito por eles, também procuravam por transporte para chegar ao Parque de Komodo. Bom, me juntei a Eric que, assim como eu, tem fama de “viajante econômico” e apertamos o dono do barco, pelo telefone, até chegarmos a um preço razoável. E lá ia o telefone, das nossas mãos para as mãos de Yoga, o capitão do barco, que tranquilo e paciente, combinando com seu nome, esperava a nossa conversa com o dono de “Rainbow”, o barco que estava em negociação. Detalhes acertados e partida marcada para o dia seguinte!

No final, Florian , um alemão gente fina, cinegrafista e produtor de vídeos submarinos, que o casal francês havia conhecido, se juntou a nós e o preço do barco melhorou ainda mais.

Às oito horas da manhã seguinte deixamos o píer rumo a Rinca, uma das duas ilhas do Parque Nacional de Komodo. A paisagem lindíssima me distraía, mas não me deixava tranquilo. Eu estava muito ansioso para conhecer essa maravilha e sabia que os próximos dias seriam especiais. Nessa hora, só torcia para o tempo ajudar. E ajudou! Conforme nos afastávamos da costa, as nuvens iam sumindo e o sol brilhava forte! “Temporada de chuvas?”, eu me questionava, ironicamente, em pensamento!

Fotos, vídeos, bom papo e chegamos a Rinca. O píer modesto, de madeira antiga e instável, em uma pequena baía de mangue, contrastava com a placa de boas vindas, nitidamente nova, colocada após a consagração do local como maravilha natural do mundo: “Bem vindo ao Parque Nacional de Komodo”.

Caminhamos por 5 minutos e chegamos à sede do parque, onde os registros, pagamentos de taxas e das entradas eram feitos. Tudo acertado, eu já tinha minha acomodação, no próprio acampamento dos rangers, os guias que nos levariam para conhecer a região.

Não demorou muito e alguém já avistou o primeiro Dragão de Komodo. Um adulto, forte, se aproximava da cozinha dos rangers, que começavam a preparar o almoço. Saímos para a nossa primeira caminhada, que durou umas três horas, e vimos muitos dragões. Uns descansavam, alguns estavam mais ativos, nitidamente à procura de algo e outros cavavam ninhos e preparavam a casa da sua prole. Foi emocionante! Incrível chegar tão perto de um animal como esse, um carnívoro que chega a abater um búfalo com o poder de sua mordida e das bactérias da sua saliva. Um grande lagarto pré-histórico que pode chegar a medir três metros de comprimento e que se limita a este local, onde eu estava agora, e à quantidade de pouco mais de três mil e quinhentos. Experiência única!

Mike, nosso guia nessa primeira etapa, explicou mais sobre o animal, seus costumes e características, além de nos passar as coordenadas de segurança, como distância permitida, a importância do bastão com ponta em “Y”, assim como nos contou histórias interessantes de ataques de dragões a humanos.

Após um almoço bem simples, saímos para nova caminhada à tarde. Optamos por ir ao outro lado da ilha e vimos um número menor de dragões, mas, em compensação, pudemos ver a beleza do local e outros animais, como porcos selvagens, macacos, veados, búfalos e cavalos selvagens, que são raríssimos e dificílimos de serem encontrados. Dia fantástico que terminou com um mergulho e um banho de chuva. Depois disso, um bom banho e um jantar (sim, bem simples novamente) e cama!

Logo ao amanhecer, fizemos uma caminhada. Depois do café, zarpamos com Yoga e Rainbow. Na saída, avistamos um dragão nadando pela costa. Tranquilo e sereno. Essa foi a última imagem que guardei desse incrível animal! Ainda paramos na vila de Rinca, onde foi possível conhecer mais de perto a vida dos setecentos habitantes desse pobre vilarejo, que vivem basicamente da pesca e do turismo. Aproveitamos para conhecer a caverna dos morcegos gigantes e, no caminho de volta a Labuan Bajo, uma última parada para snorkeling na ilha das cores!

A despedida da Indonésia foi em Kanawa, uma ilha (ou seria um paraíso?) a uma hora de Labuan Bajo. Dois mergulhos ótimos e muito sossego para quem quer esquecer do mundo!

A saída do país foi bem corrida e interessante, regada ao café mais caro e exótico do planeta, mas isso fica para o próximo post! Até breve!

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