Um dia em Macau!

Mesmo com as críticas da Dani, minha guia e anfitriã do último post sobre essa volta ao mundo, resolvi pegar o ferry e me mandar para passar um dia em Macau. É, ela já havia estado oito vezes por lá e na última a balsa tinha quebrado, então até entendo essa chateação e a falta de vontade de ir novamente. Mas tudo bem, era a minha primeira vez em Macau e eu estava bem curioso pra ver o que encontraria.

Macau, assim como Hong Kong, foi colônia europeia por um bom tempo (mais de 400 anos, até o final do século passado) e recebeu um nome engraçado pra ser administrado pela China. Hoje é uma República Administrativa Especial. Sem muito blá blá blá, é um país bem pequeno, que vive num mundo diferente da China (apesar dos chineses), cheio de modernidade, cassinos e laços históricos com Portugal, seu colonizador. A parte burocrática da ligação com a China depois você dá um Google e entende melhor, tá?!

Bom, voltando ao meu passeio, comprei meu bilhete por HK$ 160 (uns R$ 45) e  esperei o meu embarque comendo o Big Mac mais barato do mundo (sim, é verdade!). Controle de passaporte feito e eu já deixava Hong Kong rumo a mais um país. A viagem foi boa e curti um filme durante o trajeto. Desembarque, imigração e lá estava eu na Las Vegas do Oriente!

A primeira impressão foi ruim. Já tinham me dito isso, mas eu ainda tinha esperanças. Se você acha que por estar em uma colônia portuguesa todo mundo sabe falar português, está muito enganado. Nem inglês. Serve chinês? Pra mim não, então vamos ao famoso “mimiquês” mesmo. Peguei um dos ônibus que iam ao centro e rapidamente cheguei. Durante a viagem, duas mulheres me orientaram sobre onde eu deveria descer e consegui me encontrar. Baixei logo na praça central e comecei a caminhada!

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Andei bastante pelo centro histórico. O que mais me chamava a atenção era a mistura da cultura portuguesa com o barulho e os costumes chineses, além da modernidade daquele lado da Ásia, claro. As placas em dois idiomas ajudavam na minha orientação, mas algumas ruelas daquela região,  ora me faziam sentir em casa, ora me deixavam um pouco preocupado e perdido.

Na hora do lanche, a dúvida: rolinho primavera português, pastel de Belém chinês ou junky food mesmo? Um pouco de cada, talvez…

A noite caiu e os monumentos se iluminaram. A Catedral da Sé, muito bonita, e as ruínas de São Paulo se destacaram ainda mais. Os azulejos bem trabalhados me faziam esquecer de onde eu estava e até um ônibus cheio de propagandas , ideogramas e motorista chineses tinha o letreiro luminoso bem grande com o escrito “Praia Grande.” Nessa hora eu dei risada e lembrei que tinha que ir embora…

Ainda deu tempo de passar em um cassino, mas isso só me deu a certeza de que esse turismo não me atrai. Valeu pela curiosidade.

Reembarquei para Hong Kong em um dos últimos ferries que saía de volta. Logo estava em casa e já me preparando para, em breve, seguir para a Coreia do Sul, onde estavam a próxima maravilha da viagem, novos amigos e muitas coisas engraçadas!

Até lá! Fiquem de olho aqui no blog e nas redes sociais!

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~ por Daniel Thompson, o Mochileiro das Maravilhas em 19 julho 2012.

2 Respostas to “Um dia em Macau!”

  1. Dan, vc está se transformando num grande escritor! A leitura do seu texto é muito prazerosa! Parabéns!

  2. Concordo plenamente com o comentário do Henrique. Você está escrevendo muito bem mesmo. É uma delícia ler os seus textos. A gente se sente viajando junto… Vá em frente… estamos esperando um livro!

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