Museus e parques temáticos nas Maravilhas Naturais?

•5 junho 2012 • Deixe um comentário

Pois é, essa é notícia!

Bernard Weber, presidente da fundação “New 7 Wonders”, responsável pela eleição das Maravilhas Naturais do Mundo, quer construir um museu das sete maravilhas da natureza e parques temáticos em cada um desses lugares. E aí, o que você acha da ideia?

Segundo Weber,  a construção de um museu das sete maravilhas naturais depende do interesse dos lugares que foram escolhidos como maravilhas na eleição do último ano, mas revela que gostaria que fosse no meio da floresta que rodeia as Cataratas do Iguaçu. Além disso, cada uma das 7 Maravilhas teria um parque temático para que quem visite uma possa conhecer as outras seis em miniatura.

Exagero? Interesses comerciais? Será que não é melhor deixar a natureza ser o único espetáculo?

Veja a matéria completa aqui!

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Bom dia, Vietnã!

•29 maio 2012 • Deixe um comentário

Às sete horas da noite eu cheguei em HoChi Minh e, do desembarque internacional, corri pelo aeroporto até o terminal doméstico. Minha meta era tentar embarcar na mesma noite para Hanói.  Ainda dava tempo de comprar um bilhete para o último voo da noite. O problema? Era um voo Jetstar… pois é, situação difícil, não?! Bom, não tinha escolha e lá fui eu! Fingi que estava tudo bem, já que o voo era Jet Pacific (da mesma empresa, mas com outro nome), pedi para proteger e adesivar minha mochila inteira e embarquei, usando ainda o crédito de cinquenta dólares australianos que eu havia ganho pelo problema que tinha tido com minha bagagem em Manila. Eu e a mochila chegamos bem!

Do aeroporto mesmo, comprei meu passeio de dois dias para Halong Bay, esqueci meus problemas e fui pro hotel. Tudo bem, o hotel que eu tinha visto estava cheio e acabei em um outro, mas que também foi ótimo, por apenas 15 dólares a noite.

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Logo cedo a van, carregada de turistas e com uma guia meio confusa apareceu. Seguimos por cerca de quatro horas, com tempo ruim, para Halong, de onde sairia o barco para a maravilha da vez: a grande baía Halong. De acordo com a lenda local, esta baía esconde um grande dragão nas suas profundezas. Certa vez ele soltou milhares de pérolas que se transformaram em ilhas e formaram essa beleza única!

No próprio píer conheci Tony, o novo guia. Já a bordo fiz amizade com um casal de italianos e outro de norte-americanos.

O barco partiu e, após o almoço, conforme navegávamos mar adentro, o tempo melhorava. Quando percebi, o sol brilhava e não se via mais nenhuma nuvem no céu. Incrível e lindo. Nessa hora lembrei de como o sol faz diferença na minha vida. Meu humor melhorou de forma considerável e a paisagem, que já era impressionante, também!

O Vietnã foi um lugar que me marcou em 2008, durante minha volta ao mundo. Eu diria que uma das gratas surpresas daquela aventura, mas essa segunda visita foi muito especial também. Dessa vez, já como Maravilha Natural oficial, como destacavam as placas no píer e na entrada de uma das cavernas, o local parecia mais movimentado. Tive certeza que isso não era só uma impressão quando Tony me confirmou que o movimento aumentou nos últimos anos, principalmente após a eleição das Maravilhas, em 2011. “Espero que consigam conservar esse local tão especial!”, foi o que pensei!

Após um passeio pela caverna que é um dos símbolos da baía, o dia foi fechado com um passeio de caiaque e um por do sol que deve ter sido o mais bonito de toda a viagem. Depois disso, banho, jantar e cama! Feliz!

O dia amanheceu e abrir a cortina da minha cabine foi bem prazeroso, afinal, não é todo dia que dormimos no meio de uma Maravilha Natural no mundo, não é?!

O caminho de volta foi tranquilo e divertido. Quando eu estava no topo do barco, pensando em nada e só admirando a paisagem que passava lentamente, surgiu Tanh, um dos tripulantes. Pense em um cara engraçado! Magrinho, com um cabelo espetado, um sorriso que tomava conta da todo o rosto e uma voz como poucas. Sim, ele cantava!  Começamos a bater papo, ele contou histórias, demonstração de kung fu, aula de assobio e mágica. Bom, a mágica não deu certo, mas o resto sim e isso vou postar em vídeo, em breve!

De volta a Hanói, aproveitei para passear pelo centro, dar uma volta no lago que é um dos símbolos da cidade e curtir o teatro de marionetes na água, uma das principais atrações da cidade!

O Vietnã passou e agora é hora de seguir viagem! Hong Kong, aí vou eu!

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Volta ao mundo de táxi!

•18 maio 2012 • Deixe um comentário

Três amigos universitários retornaram para casa em Londres, no Reino Unido, após 15 meses mergulhados em uma longa jornada pelo mundo dentro de um táxi, carinhosamente apelidado de “Hannah”. Paul Archer, Johno Ellison e Leigh Purnell iniciaram a jornada em 2011 e percorreram quatro continentes e 50 países.  No total, a viagem custou aproximadamente R$ 251 mil, desde a saída até o retorno.

A viagem entrou para o Guiness, livro dos recordes como a mais longa corrida de táxi da história!

Clique aqui e veja essa matéria completa!

Vietnam? Ainda não!

•10 maio 2012 • Deixe um comentário

De volta a Manila, embarquei em um voo para Cingapura. O plano era passar a noite no aeroporto e reembarcar de manhã, no primeiro voo da Tiger Aiways, direto a Hanoi, porta de entrada para a próxima maravilha, a grande baía Halong, no Vietnam.

Pois é, nem sempre o plano sai como o planejado, não é? E foi o que aconteceu. Às seis horas da manhã eu me apresentei no check in da Cia. Aérea. O agente que verificou meu nome, pediu meu passaporte e após uma olhada no documento, perguntou: cadê o visto? E eu: que visto? Vou tirar na chegada.

A conversa seguiu e ele insistia em dizer que eu precisava de pelo menos uma “carta convite”, que é um documento para retirar o visto na chegada. Eu, por outro lado, expliquei que havia contatado a embaixada do Vietnam no Brasil (sim, fica em Brasília e eu liguei lá antes de sair do Brasil) e haviam me dito que eu poderia tirar o “Visa on Arrival”, ou seja, carimbar o passaporte na chegada. Não adiantou!

Para ajudar, era um domingo e tudo estava fechado. Me vi em uma situação bem difícil. No primeiro momento, fiquei com uma baita raiva da pessoa com que conversei no Brasil. Como uma informação tão simples pode causar um transtorno tão grande e um bom prejuízo! Lembro ter consultado sites de todas as embaixadas e, as que ainda tinha dúvida sobre a documentação, eu liguei para confirmar. No caso da Indonésia, brasileiros agora podem tirar o visto na chegada. Assim como me informaram sobre o Vietnam. Concluí que ambos países haviam mudado os procedimentos nos últimos anos!

Bom, a situação era essa e eu parti para tentar resolver. No balcão de informações consegui um pouco de auxílio e acessei um site para solicitar a tal da carta convite, mas o documento demoraria no mínimo quatro horas úteis para se processado, ou seja, contando que o pessoal de lá começaria a trabalhar às nove da manhã, meu documento estaria pronto depois do almoço. O voo direto para Hanói já tinha pro beleléu, pois o próximo só seria na terça-feira. Existia apenas um voo na segunda e era para Ho Chi Minh, no sul do país. Mesmo se a carta saísse, ia ser bem apertado, já que ele sairia às quatro da tarde… enfim, era o que me restava!

Quando o desespero diante da situação começou a querer bater (não demorou muito, vendo que a hora da saída do voo chegava), surgiram os dois anjos da guarda do aeroporto de Cingapura. Haresh e Chantelle, que trabalham para a Infraero deles, vendo a minha situação, se aproximaram e ofereceram ajuda. De aí em diante, tentaram de tudo, fizeram contatos e o mais importante, deram atenção ao viajante que ali estava.

Tudo bem, acabei perdendo o voo, mas depois de tudo, pensando com calma, o mais importante foi o auxílio que deram, como faziam e fazem diariamente no terminal 4 do grande aeroporto de Cingapura. Além de mim, muitos passageiros passam pelas mais diversas situações naquele local. Para ter uma ideia, neste mesmo dia, enquanto eu estava lá, os vi auxiliando um deficiente auditivo que uma Cia. Aérea se recusava a embarcar, ajudaram um rapaz alemão que chegou ao aeroporto para antecipar seu voo de retorno para a Alemanha, já que havia sofrido um acidente de motocicleta no dia anterior e se prontificaram a resolver outros vários pequenos casos de turistas passaram pelo saguão.

Depois de tudo que era possível ser feito estar concluído, já estávamos amigos e o final da tarde foi em um bar da cidade, juntamente com Henrique (lembram do meu amigo/guia do post de Cingapura?), que me hospedou por mais essa noite.

No dia seguinte, após eu ir inutilmente ao consulado do Vietnam e me oferecerem um visto por trezentos dólares, tive minha carta convite liberada às onze da manhã e pude comprar meu bilhete para embarcar, A correria foi grande, embarcando para Ho Chi Minh e de lá, quase que instantaneamente, para Hanoi. No dia seguinte, segui para Halong Bay.

Com esse episódio, aprendi a ter mais cautela com a documentação necessária para viajar e fiz novos amigos, que já estão convidados a me visitar no Brasil!

No próximo post, te conto sobre a entrada no Vietnam!

A Maravilha subterrânea!

•25 abril 2012 • 2 Comentários

Viajando pela AirPhilexpress, cheguei na ilha de Palawan, na cidade de Puerto Princesa.

O hotel (ou seria uma pousada?) em que me acomodei não era longe e, logo após deixar minhas coisas, saí para a primeira olhada na região.

Para chegar ao rio subterrâneo de Puerto Princesa, eu deveria percorrer aproximadamente oitenta quilômetros ao norte da cidade de mesmo nome até alcançar o vilarejo de Sabang. De lá, pegar um barco até a praia onde a maravilha da vez desaguava. Tudo isso, se eu conseguisse a permissão de visita, pois, de acordo com o pessoal da recepção do hotel, as pessoas só estavam conseguindo esse documento para dali a seis dias. Fiquei realmente preocupado e parecia não acreditar que, após passar por todo o problema com a bagagem em Manila, eu teria mais esse obstáculo. Rapidamente desisti de me juntar a um dos grupos para tentar a permissão de visita ao parque e parti para o plano solo.

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Na cidade, encontrei um escritório de informação turística. Mar, funcionário que ali estava, foi muito atencioso. Expliquei todo meu problema, disse que estava sozinho e que também estava lá para fazer uma reportagem sobre o rio. A resposta e as informações foram precisas e diretas. Eu deveria ir até o escritório que cuidava das permissões de visita ao rio e conversar com Brian para explicar minha situação e pegar minha autorização. Para ir ao rio no dia seguinte, Mar me informou que eu poderia optar por pegar um ônibus local ou ir por conta, com um carro alugado, carona ou moto. Fiquei com a última opção!

Permissão na mão e moto alugada, tracei o itinerário do dia seguinte e comi um belo lanche na cidade. Passeei mais um pouco e voltei ao hotel, empolgado com as expectativas do dia seguinte, porém bem cansado. Fui dormir cedo para conseguir acordar bem no dia seguinte.

O dia parecia perfeito, ensolarado e bonito. Após um café modesto, saí, não tão cedo como deveria, com minha motoca, rumo a Sabang. Fiz algumas paradas para fotos, filmagens e também para alguns goles de água para me refrescar, afinal o calor era intenso. Após aproximadamente duas horas, cheguei ao porto de Sabang, onde estacionei minha moto e, quando pegava as informações sobre o barco, um guia, que liderava um grupo de turistas, se aproximou perguntando se eu gostaria de dividir um barco com eles. Sim, claro, afinal ficou bem mais barato para mim. E lá fomos nós, balançando muito, naquela embarcação interessante, que contava com apoios laterais de madeira justamente por conta da força do mar na região.

Desembarcamos com água pela canela na praia de Sabang e só aquele visual já valia todo o esforço. Areia branquinha, muita vegetação, rochedos e um mar azul como poucos que já vi. Uma pequena caminhada de aproximadamente um quilômetro por uma trilha cheia de macaquinhos e finalmente alcançamos o Rio Puerto Princesa. Uma curta península se formava onde o mar se juntava com o rio, que, caverna adentro, sumia na escuridão. São aproximadamente oito quilômetros de rio dentro da montanha e, após me equipar devidamente com capacete e colete, embarquei com um grupo para curtir a navegação.

Com um holofote ligado a uma bateria de carro, eu ia ao lado de um garotinho, direcionando a luz no interior da caverna, enquanto o barqueiro, sentado à popa, me instruía para onde apontar, mostrando os paredões e explicando sobre as formações.

Quarenta minutos depois, voltamos à praia e eu estava satisfeito. Parecia que esse, sim, era o primeiro dia de viagem nas Filipinas e ainda pude aproveitar um pouco o local.

A viagem de volta foi gostosa e divertida, com muita interação com as pessoas na estrada. Dentre as paradas, a mais divertida foi uma para reabastecer o tanque da moto em uma vendinha que comercializava combustível em garrafas pet. Brinquei bastante com as crianças que ali estavam e coloquei uma das câmeras na cabeça de um dos meninos. Risadaria total! Sorrisos sinceros de pessoas pra lá de simples!

Das Filipinas, segui para o Vietnam, mas antes tive uma parada inesperada por Cingapura, porém isso é assunto para o próximo  post!

Até lá!

Manila, da turbulência à Maravilha!

•12 abril 2012 • 2 Comentários

Manila, de cara, não me pareceu uma cidade feia. Os contrastes são evidentes e o centro é barulhento, mas achei interessante.

Lembrei do Brasil, com muita gente pobre nas calçadas, crianças pedindo dinheiro e um comércio de rua muito forte. As pessoas com quem conversei foram simpáticas, a comida era boa e eu já nem lembrava muito do meu problema com a mochila.

Durante uma caminhada despretensiosa, um senhor simpático, Sr. Landom, com sua charrete puxada por Rambo, um velho e fraco cavalo, me ofereceu um passeio pela região, passando por Intramuros, que é, na verdade, a cidade antiga, onde está toda a parte histórica da cidade. Combinamos o preço, que seria 30 pesos e seguimos, com ele me explicando tudo. Em determinado momento, ele começou a falar, em tom de brincadeira, que aquela charrete era apenas para turistas, que o cavalo bebia duas cervejas por dia, que ele tinha nove filhos e que estava muito feliz porque eu entendia bem o que ele me dizia. Quando ele repetiu aquilo pela quarta vez, comecei a desconfiar, mas segui o passeio. A surpresa veio no desembarque, quando ele quis cobrar 30 dólares em vez de 30 pesos e ainda achou ruim quando eu disse que aquilo não havia sido combinado. Nesse momento eu olhei para os lados para procurar a câmera escondida. Não era possível que tanta coisa estivesse acontecendo no mesmo dia… a mochila, o taxista e agora esse cara. Paguei o tio, exigi o troco e voltei para o hostel, para esfriar a cabeça e descansar um pouco…

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Os dias seguintes se passaram sem notícias da minha mochila. O máximo que me diziam, quando eu ligava, era que ainda não tinham encontrado, mas que continuavam buscando. A VISA, que havia prometido ajudar e fazer contatos diários, nem sinal de vida deu e eu também não fui atrás, pois já sabia que não adiantaria muita coisa. Aproveitei para tentar consertar minha câmera que havia quebrado, comprei umas cuecas (o auto-reverse já não fazia mais efeito), uma camiseta e realmente não tinha vontade de fazer muita coisa. O tempo estava passando e eu estava na dúvida se ia embora para Palawan, onde visitaria a próxima maravilha natural, ou se ia pessoalmente ao aeroporto, dormir por lá e fazer um barraco para acharem minha mochila ou me darem uma resposta final e uma compensação pelo prejuízo. Depois de pensar bastante (bastante mesmo!), já no quarto dia dessa novela, acordei com a pá virada, como alguns dizem, e optei pela segunda opção. Peguei minhas coisas e voltei ao aeroporto para encontrar meus amigos da Aviacor!

Fui preparado para fazer barraco mesmo e cheguei avisando que a partir daquele dia eu dormiria no sofá da empresa. Os funcionários vieram com o mesmo blá blá blá de antes, que tinham mandado email pra sei lá quem, que tinham telefonado para os aeroportos e que eu deveria esperar mais. Avisei que esperaria, usando o banheiro deles e dormindo por lá.

Dessa vez acho que me levaram mais a sério, pois a cada quinze minutos, vinha um novo funcionário, com cargo cada vez melhor, falar comigo. Ivone, a recepcionista, que a essa altura já era minha amiga, havia me servido sanduíche, pizza, café, etc e assistia a tudo de camarote, enquanto eu repetia a mesma história novamente para cada um que me abordava naquela saleta.

Quando já estava bem cansado e impaciente, uma gerente veio falar comigo e, em tom quase que ameaçador, disse que eu não poderia ficar lá. Eu a avisei que ficaria, pois não tinha para onde ir, afinal a cia. aérea não havia me dado sequer um centavo para eu comprar qualquer coisa ou poder me virar durante aqueles dias. Foi então que ela, achando que resolveria o problema (ou não) me trouxe um documento que dizia que eu tinha direito a vinte dólares de Cingapura (isso mesmo, escrito por extenso para não terem dúvida – aproximadamente R$ 31) como compensação pelo ocorrido. Além do valor ridículo, o detalhe: o dinheiro deveria ser retirado no escritório da Jetstar, em Cingapura e não ali em Manila.

Incrédulo, eu repeti o que ela havia me dito e perguntei se ela estava brincando.  E a resposta foi: “Não, senhor, é isso mesmo”.

Nesse momento eu saí do escritório, fui ao mezanino do aeroporto e discursei em alto e bom som, para todos os passageiros do saguão, por alguns minutos, dizendo o que estava acontecendo e o que eu achava daquela cia. aérea.

Um pouco mais relaxado, voltei e me sentei no sofá. Em três minutos a polícia chegou, em 30 minutos acharam minha mochila e naquela noite mesmo eu embarquei para Palawan, rumo ao rio subterrâneo de Puerto Princesa, para apagar os quatro primeiros dias da minha estada nas Filipinas e começar a mudar minha impressão sobre o país!

Indonésia / Filipinas = problemas

•2 abril 2012 • 2 Comentários

No café da manhã o pessoal do barco veio conversar comigo. O tempo fechado e o vento muito forte atrasariam (ou até cancelariam) a nossa saída. Por um lado eu fiquei feliz, pois não queria ir embora daquele lugar maravilhoso, mas por outro, pensando nos quatro voos que eu tinha pela frente e no trabalho que me daria perder tudo isso, eu fiquei bem preocupado.

O tempo mudou rapidamente e, após me despedir do pessoal que continuaria na ilha, segui pelo frágil pier de madeira até o barco. Florian, o amigo alemão me acompanhou e aproveitou para me convidar para passar um Oktoberfest em Munique. Pois é, como sempre faço, informei-o sobre o lema do mochileiro aqui: “Convite feito, convite aceito!”.

O tempo havia melhorado, mas longe de termos um mar espelhado. Muito pelo contrário, algumas das marolinhas que vinham em direção à embarcação ultrapassavam a altura do próprio barco e o balanço  era bem forte. Eu, que na saída da ilha estava tranquilão, em pose de viajante com vento no rosto, nessa hora sentava quase no chão, agarrado às minhas mochilas e ao barco. Na minha frente uma moça se dividia entre o banco e o saquinho de supermercado, que ia se enchendo a cada onda.

Chegamos a Labuan Bajo e peguei uma moto-táxi ao aeroporto. Com tempo sobrando para o embarque, eu só me preocupava com o voo seguinte, afinal a conexão seria de apenas 50 minutos. Prevenido, eu havia feito o check in antecipado e pedido para sentar na primeira poltrona. Caso desse alguma zebra, apenas teria que me virar para embarcar com o mochilão no voo seguinte. Dito e feito: o voo atrasou quase 25 minutos para decolar e eu cheguei com pouquíssimo tempo em Denpasar. Daí foi correria total. Desembarquei no terminal doméstico e comecei a correr em direção ao internacional. Pois é, Bali cresceu (lembram do post sobre isso?) e o aeroporto também! Fila para o terminal, raio-x para entrar, pagamento de taxa de embarque e eu cheguei no outro raio-x (o de embarque) com todas as mochilas, mostrando meu bilhete. Os funcionários da Air Asia imediatamente se comunicaram com a aeronave por rádio e me deixaram passar, barrando apenas meu canivete suíço, que deve estar curtindo as praias da Indonésia ate hoje. Com ajuda de outro funcionário do aeroporto, consegui descer uma imensa escadaria, e correr até a porta do avião. Todos os passageiros aguardavam a decolagem, devidamente sentados e só o mochileiro, suado, com cara de quem não entendeu nada, fazia barulho. Meu mochilão foi parar num calabouço dos comissários e eu finalmente sentei, respirando fundo, feliz por ter conseguido. Em não mais do que quinze segundos após eu afivelar meu cinto, as portas se fecharam e o avião iniciou os procedimentos de decolagem.

Já em Jacarta, com uma conexão de várias horas para o próximo voo encontrei com Hanna e com Shinta (lembram do outro post?) para um pequeno tour pela capital do país. Não deu tempo pra ver muita coisa, pois o trânsito lá é pior que o de São Paulo, mas pelo menos provei o café mais famoso (e caro) do mundo, o Kopi Luwak, que é feito após um processo complexo onde o Civeta, um pequeno roedor local, come, digere e defeca os grãos antes de serem usados para fazer essa exótica bebida.

À noite embarquei pela Jetstar com destino a Manila com conexão em Cingapura e daí começaram os piores dias da viagem.

Cheguei à capital das Filipinas às 5h50 da manhã e, após ver todos os passageiros retirarem suas malas da esteira, percebi que a minha não tinha vindo. Pois é, eu sempre disse que era muito sortudo disso nunca ter acontecido comigo, mas havia chegado a minha vez.

Um funcionário do aeroporto chegou do meu lado, perguntou qual era o meu voo (apesar dele já saber!) e, já com um papel na mão, disse “é, acho que sua mala não veio. Vamos preencher esse documento e esperar para localizar sua bagagem”. Hem??? Como assim?

Resumindo, a Jetstar não tinha escritório no local e eu fui levado para o segundo andar do aeroporto, para a Aircom, que era a empresa responsável pelos passageiros da Jetstar ali. Eu avisei que esperaria naquele local, até acharem minha mochila, pois precisava dela. O pessoal me convenceu que não adiantaria eu ficar esperando no aeroporto, pois poderiam levar até 48 horas para encontrar minha bagagem, porém eu poderia ficar tranquilo, pois eles me manteriam informado e entrariam em contato assim que encontrassem a mochila. Que ilusão!

Segui para o hostel de táxi e, após desembarcar e bater boca com o motorista, que tentou me roubar, me instalei e abri um chamado na VISA, que era a minha seguradora, através do cartão de crédito. O atendimento inicial foi ótimo e me disseram que me ajudariam em tudo, inclusive me informando diariamente sobre o andamento do caso. Que ilusão (de novo)!

Iludido, tomei um banho, vesti a mesma roupa (claro, não tinha outra) e saí para um passeio para tentar esquecer o problema, mas isso vou contar no próximo post, pois esse já está muito grande! Até lá!