Vietnam? Ainda não!

De volta a Manila, embarquei em um voo para Cingapura. O plano era passar a noite no aeroporto e reembarcar de manhã, no primeiro voo da Tiger Aiways, direto a Hanoi, porta de entrada para a próxima maravilha, a grande baía Halong, no Vietnam.

Pois é, nem sempre o plano sai como o planejado, não é? E foi o que aconteceu. Às seis horas da manhã eu me apresentei no check in da Cia. Aérea. O agente que verificou meu nome, pediu meu passaporte e após uma olhada no documento, perguntou: cadê o visto? E eu: que visto? Vou tirar na chegada.

A conversa seguiu e ele insistia em dizer que eu precisava de pelo menos uma “carta convite”, que é um documento para retirar o visto na chegada. Eu, por outro lado, expliquei que havia contatado a embaixada do Vietnam no Brasil (sim, fica em Brasília e eu liguei lá antes de sair do Brasil) e haviam me dito que eu poderia tirar o “Visa on Arrival”, ou seja, carimbar o passaporte na chegada. Não adiantou!

Para ajudar, era um domingo e tudo estava fechado. Me vi em uma situação bem difícil. No primeiro momento, fiquei com uma baita raiva da pessoa com que conversei no Brasil. Como uma informação tão simples pode causar um transtorno tão grande e um bom prejuízo! Lembro ter consultado sites de todas as embaixadas e, as que ainda tinha dúvida sobre a documentação, eu liguei para confirmar. No caso da Indonésia, brasileiros agora podem tirar o visto na chegada. Assim como me informaram sobre o Vietnam. Concluí que ambos países haviam mudado os procedimentos nos últimos anos!

Bom, a situação era essa e eu parti para tentar resolver. No balcão de informações consegui um pouco de auxílio e acessei um site para solicitar a tal da carta convite, mas o documento demoraria no mínimo quatro horas úteis para se processado, ou seja, contando que o pessoal de lá começaria a trabalhar às nove da manhã, meu documento estaria pronto depois do almoço. O voo direto para Hanói já tinha pro beleléu, pois o próximo só seria na terça-feira. Existia apenas um voo na segunda e era para Ho Chi Minh, no sul do país. Mesmo se a carta saísse, ia ser bem apertado, já que ele sairia às quatro da tarde… enfim, era o que me restava!

Quando o desespero diante da situação começou a querer bater (não demorou muito, vendo que a hora da saída do voo chegava), surgiram os dois anjos da guarda do aeroporto de Cingapura. Haresh e Chantelle, que trabalham para a Infraero deles, vendo a minha situação, se aproximaram e ofereceram ajuda. De aí em diante, tentaram de tudo, fizeram contatos e o mais importante, deram atenção ao viajante que ali estava.

Tudo bem, acabei perdendo o voo, mas depois de tudo, pensando com calma, o mais importante foi o auxílio que deram, como faziam e fazem diariamente no terminal 4 do grande aeroporto de Cingapura. Além de mim, muitos passageiros passam pelas mais diversas situações naquele local. Para ter uma ideia, neste mesmo dia, enquanto eu estava lá, os vi auxiliando um deficiente auditivo que uma Cia. Aérea se recusava a embarcar, ajudaram um rapaz alemão que chegou ao aeroporto para antecipar seu voo de retorno para a Alemanha, já que havia sofrido um acidente de motocicleta no dia anterior e se prontificaram a resolver outros vários pequenos casos de turistas passaram pelo saguão.

Depois de tudo que era possível ser feito estar concluído, já estávamos amigos e o final da tarde foi em um bar da cidade, juntamente com Henrique (lembram do meu amigo/guia do post de Cingapura?), que me hospedou por mais essa noite.

No dia seguinte, após eu ir inutilmente ao consulado do Vietnam e me oferecerem um visto por trezentos dólares, tive minha carta convite liberada às onze da manhã e pude comprar meu bilhete para embarcar, A correria foi grande, embarcando para Ho Chi Minh e de lá, quase que instantaneamente, para Hanoi. No dia seguinte, segui para Halong Bay.

Com esse episódio, aprendi a ter mais cautela com a documentação necessária para viajar e fiz novos amigos, que já estão convidados a me visitar no Brasil!

No próximo post, te conto sobre a entrada no Vietnam!

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~ por Daniel Thompson, o Mochileiro das Maravilhas em 10 maio 2012.

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