Os primeiros passos na Ásia…

A viagem para Joanesburgo foi tranqüila. Demorou, mas foi bem melhor que outras que já fiz de ônibus. A Intercape parece ser uma boa empresa. Erna, uma sra. sul africana foi ao meu lado. Ela seguia para Moçambique e conversamos bastante. Ela mora perto na famosa Rota Jardim, a apenas 10 minutos do mais alto bungy jump do mundo, onde estive em 2010. Erna será avó em breve e estava muito feliz. Nos intervalos das nossas conversas, ela tricotava um casaquinho para a futura neta e eu dormia durante a primeira noite de viagem. Logo pela manhã, chegamos e me despedi dela. De lá, peguei o ônibus para o Gautrain, que é o moderno trem construído para a última Copa do Mundo de futebol. Ele liga a cidade ao aeroporto. Mais uma noite a bordo e cheguei em Bangkok .O vôo foi ótimo e não tem como não comentar: o serviço da Thai Airways é excelente. Não só eu, mas os outros passageiros também pareciam surpresos. Que bom, isso é raro hoje em dia!

Ah, Asia, que lugar incrível! Estava com saudades! Pena que desta vez, minha passagem pela capital Tailandesa foi relâmpago, com um dia de trem (e lá foi a terceira noite a bordo) até chegar na Malásia, que é onde, de fato, começa o post…

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De manhã, parada na fronteira para imigração e após os procedimentos normais, o trem seguiu. Conheci John, um norte americano engraçado que vive na Malásia há nove anos. Agora ele está voltando para os Estados Unidos, mas disse gostar do país, da comida e da vida por lá. O único problema, segundo ele, é Kuala Lumpur, a capital, que ele compara a um zoológico. Mais tarde eu entenderia onde ele queria chegar com a comparação.

Desembarquei em Butterworth, troquei dinheiro e caminhei até o porto, bem perto. Lá, peguei a ferry e atravessei para Penang, uma grande ilha no norte da Malásia, onde eu encontrei Lan, minha amiga desde os tempos em que morei na Nova Zelândia. Ela viveu na mesma casa que eu durante alguns meses e é uma das pessoas de lá que ainda tinha contato. Nesses últimos cinco anos, ela morou na Escócia e retornou há apenas seis meses para a Malásia, após um pequeno retiro no Nepal. Desde que voltou ao seu país de origem, está empenhada no seu negócio próprio, a Mettalan, empresa de camisetas e bolsas pintadas a mão. Faz tudo em casa e vende essas peças no Pulau Tikus,  um dos principais mercados de rua de Penang. Está feliz da vida e eu fiquei contente de reencontrá-la e vê-la assim!

Confesso que pensava que Penang era menor. Lá vivem aproximadamente um milhão e meio de pessoas e há muito o que fazer. Lan foi uma ótima guia e mesmo super atarefada com seu trabalho, me levou para passear bastante. Mesmo assim ela ficou se sentindo culpada de não ter podido se dedicar mais.

Durante meus dias em Penang, comi bastante, conheci o centro da cidade, que é patrimônio histórico pela UNESCO, comi mais um pouco, fui ao Parque Nacional de Penang, que é uma reserva incrível, me alimentei, fiz um trekking em Penang Hill com uma turma bem divertida, provei alguns pratos das culinárias Indiana, Chinesa e Malaia, fui à praia da ilha de Langkawi e comi mais um pouco! Pois é, comi demais. E que comida boa! Aliás, todos os amigos de Lan que eu encontrava me perguntavam: “está gostando de Penang? E a comida, o que achou?” É, achei demais! E ainda por cima, super barata! Se não fossem as trilhas, caminhadas e nadadas, eu provavelmente entalaria na próxima porta de trem.

Além da comida, outra coisa que me chamou a atenção na minha estréia na Malásia, foi a mistura de culturas, religiões e costumes. Indianos, chineses e malaios vivem em harmonia, se respeitam e levam a vida com alegria. Pelo menos foi essa impressão que ficou para mim, confirmada pela minha amiga, que disse que essa é a realidade.

Na despedida, só para não perder o costume, Adam e Michelle, amigos de Lan, junto com a pequena Natasha, filha de 2 anos, nos levaram para um jantar em um local não turístico (é disso que eu mais gosto!) . Era uma grande feira de rua, onde fomos passando e escolhendo todos os pratos. Depois, na volta, passamos pegando e pagando, para, enfim, desfrutar do banquete. Que delícia! De lá, uma caminhada pela barragem e uma sensação muito boa, quase que como se estivesse com amigos de muitos anos passeando na minha cidade. De quebra, Natasha havia perdido a vergonha, me chamava de Uncle Dan e já ia até de cavalinho nos meus ombros.

Encontrar velhos amigos é sempre bom. Me sinto bem, feliz em manter esses laços e perceber que as pessoas também ficam contentes com isso. Posso dizer que essa passagem por Penang foi especial!

De trem, com meu Rail Pass comprado por U$ 35 para viajar a vontade pela Malásia por até 5 dias, embarquei  para Kuala Lumpur e chegando lá, cansado, lembrei do comentário do viajante John (aquele do começo do texto), mas isso é papo pro próximo post!

A viagem segue por aqui, pelo facebook do mochileiro e pelo twitter! Nas redes sociais, outras fotos e algumas dicas, além de links de lugares interessantes para conhecer!

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~ por Daniel Thompson, o Mochileiro das Maravilhas em 25 janeiro 2012.

2 Respostas to “Os primeiros passos na Ásia…”

  1. Que delícia tudo isso!!! Belas paisagens, novas pessoas, novas e maravilhosas experiências, comidas diferentes (muitas, pelo jeito…), é isso aí, querido Mochileiro! Vá em busca dos seus sonhos, sempre!!!
    Que Deus o acompanhe sempre, por todos os caminhos!
    Na próxima eu vou junto com você… ha! ha! ha! Será que eu aguento???????
    Beijos da sua mamãe… viajando junto em espírito.

  2. Que maravilha, Dan!! Gratificante e empolgante ler seu post! Forte abraço e que Deus te acompanhe sempre!

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